Skip to main content

(11) 9 5714-4688

Prevenção de acidentes de trabalho, começa com cuidados em saúde mental

{ampz: Artigos}

27 Outubro 2025

 

Segundo dados do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho (SmartLab), em referência aos registros CLT, os acidentes e as mortes, no Brasil, cresceram significativamente nos últimos dois anos. Em 2020, foram 446.881 acidentes de trabalho notificados; em 2021, o número subiu 37%, alcançando 612.920 notificações. 

Há alguns anos, se defendia a ideia de que as pessoas tinham que separar o trabalho da vida pessoal, ou seja, deixar os problemas do trabalho no trabalho e os problemas de casa em casa.  Mas felizmente, hoje em dia, já se sabe que problemas da vida pessoal, interferem no trabalho e vice e versa, pois somos indivisíveis.  Fato constatado também, é que em meio à vida, permeia uma série de situações complexas, que geram estresse, fadiga, problemas relacionados ao sono, e outros também de ordem emocional, que podem interferir na capacidade cognitiva das pessoas.  Especialmente, na atenção, percepção, julgamento e reação, aspectos estes que são os pilares da segurança no trabalho. 

No atual contexto profissional, com uma infinidade de informações advindas dos mais diversos canais de comunicação, a sobrecarga de trabalho, os turnos prolongados, a pressão e a cobrança por entregas quase sempre excessivas, podem gerar aumento significativo para aumento da probabilidade de exposição a riscos, que quase sempre estão associados ao fator humano, como um momento de desatenção, erros na tomada de decisão, lentificação das respostas e tantos outros.  São prejuízos imensuráveis:

O estresse crônico, a privação de sono, a ansiedade e o burnout estão entre os tópicos mentais que afetam diretamente a percepção de risco. Já pensou, que perigo? Soma-se isso ao agravo de que o uso correto de EPIs e a comunicação em equipe, podem ser prejudicados.

Vamos então evidenciar aqui alguns fatores que podem induzir riscos, afinal, quais os detratores que prejudicam uma percepção de risco correta?

Fatores Cognitivos

Atenção!!!

  1. Falhas cognitivas (erros de atenção, memória e julgamento): aumentam significativamente a chance de acidentes — especialmente sob estresse e na execução de tarefas complexas.
  2. Baixa percepção de risco: sempre estará associada à maior frequência de comportamentos inseguros e acidentes. Por isso é fundamental conhecer os perigos relacionados à execução da atividade, bem como suas consequências, além de saber como evitá-los e agir de forma segura.
  3. Sobrecarga de tarefas e múltiplas distrações: prejudicam a capacidade de perceber perigos no ambiente, reduzindo os comportamentos preventivos.

 

 Fatores Emocionais

  1. Estresse emocional:  geram influência negativa em todo o aspecto mental e aumentam a probabilidade de comportamentos inseguros.
  2. Ansiedade e medo: alteram o julgamento sobre riscos, que podem ocasionar tanto ação de superestimar ou mesmo de ignorar os perigos e os possíveis riscos envolvidos na execução.
  3. Cultura de normalização do risco e baixa autoestima:  podem reduzir o senso de urgência sobre a exigência de comportamento seguro e o não cumprimento das normas de segurança.

🧬 Fatores Orgânicos / Fisiológicos

  1. Fadiga física e sono insuficiente afetam significativamente a vigilância e aumentam a chance de erros operacionais.
  2. Desânimo, cansaço: podem reduzir a motivação para seguir procedimentos de segurança.
  3. Estresse ocupacional crônico pode triplicar o risco de acidentes. 

IMPORTANTE!

O trabalhador pode vivenciar algo “diferente” em seu organismo, não dar a devida atenção e achar que é transitório, e seguir trabalhando e vivendo normalmente. Acontece que ele pode estar com alguma alteração no seu quadro de saúde, que gera impacto negativo, sem que ele perceba. Isso é, na verdade, naquele momento, talvez ele não estivesse apto para executar seu trabalho. Por isso é importante um olhar cuidado sobre si, independentemente se a atividade é de risco ou não.

Alguns transtornos mentais, mesmo que tratados, podem não estar estabilizados, ou com atividade sintomatológica residual. Daí a importância de continuidade de tratamento, reporte de sintomas e não tomar remédios sem a devida condução e prescrição médica.

Alguns remédios podem alterar o nível de consciência, atenção, percepção e vigília. Sempre pergunte ao seu médico sobre possíveis efeitos colaterais, e reporte à medicina do trabalho os medicamentos em uso.

Relaxantes musculares, calmantes, uso de álcool e outras substâncias psicoativas não podem ser conciliadas com o turno de trabalho. Muitas dessas substâncias, também continuam gerando alterações mentais de diversas ordens, mesmo após o seu tempo de ação, trazendo riscos para a realização de suas atividades.

A combinação de falhas cognitivas, estados emocionais negativos e desgaste fisiológico afeta diretamente a percepção de risco e a capacidade de manter comportamentos seguros. Olha que perigo!

Mas também temos boas notícias: ações preventivas devem incluir gestão do estresse, treinamentos cognitivos, boas condições físicas de trabalho e suporte emocional.

Além dos aspectos preventivos, os quadros que envolvam necessidade de intervenção, também precisam ser tratados e acompanhados.
Conclusão: Sem um cuidado consistente em saúde mental, não há prevenção de acidentes eficaz.

Programas que integram bem-estar psíquico à gestão de SST reduzem acidentes, melhoram o clima organizacional e o principal, não expõem vidas a riscos evitáveis.

O que a empresa ganha

  • Menos incidentes e retrabalho: atenção e comunicação de risco mais consistentes e eficazes.
  • Mais produtividade com segurança: foco e tomada de decisão mais estáveis, para melhores resultados
  • Clima melhor e retenção de talentos: pessoas cuidadas permanecem gostando do que fazem, se desenvolvem e colaboram mais.
  • Conformidade e reputação: práticas alinhadas às NRs aplicáveis e à LGPD.



Dicas Psique:

1 “EPIs da mente”: hábitos que protegem e salvam vidas!

  • Pausas programadas em tarefas críticas.
  • Higiene do sono (turnos/escalas que evitem privação crônica).
  • Respiração guiada antes de operações de alto risco.
  • Checagens em dupla e “call-outs” de risco sem punição.
  • Descompressão pós-evento para times envolvidos.

 

2 E para a execução de um serviço cada vez melhor, sempre:

  • Integrar dados (agregados) de saúde, clima e segurança.
  • Padronizar fluxos de risco iminente e pós-incidente.

 

Reduza incidentes e fortaleça sua cultura de segurança integrando saúde mental à sua gestão de SST com a Psique Instituto

 Programas com diagnóstico, capacitação, rodas de conversa, indicadores e muito mais.

Fale com a nossa equipe!

Topo